“All I Can Do Is Be Me”, o Balé Dylanesco

“Yes, to dance beneath the diamond sky with one hand waving free
Silhouetted by the sea, circled by the circus sands
With all memory and fate driven deep beneath the waves
Let me forget about today until tomorrow”
(‘Mr. Tambourine Man”)

“Tudo o que posso fazer é ser eu, seja quem isso for”
(Bob Dylan a Paul J. Robbins, em 1965)

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As figuras de linguagens e fraseado poético de Dylan abrem margem para diversas interpretações… inclusive para as corporais. Foi com esse intuito que o grupo britânico de balé contemporâneo Chantry Dance Company compilou em 2014 algumas obras de Dylan para compor o espetáculo “All I Can Do Is Be Me”.

Segundo a própria companhia de dança, a obra tem como argumento a relação de um homem com uma sociedade quebrada indiferente. Ao descobrir seu poder com o amor, ele busca mostrar às pessoas como se manter fiéis a si mesmas.

O título é baseado em uma entrevista que Bob Dylan deu para Paul J. Robbins em março de 1965. Seu contexto é menos belo: Bob Dylan comenta causticamente a poesia de maneira geral e critica a formação dos jovens imposta pela sociedade. É uma fase mais ácida de Dylan, em que ele usa de sua verborragia agressiva para combater as críticas dos conservadores folks e das levas de rótulos que recebia frequentemente.

As músicas usadas são: “Blowin’ in the Wind”, “All I Really Want To Do”, “Like A Rolling Stone”, “A Hard Rain’s A-Gonna Fall“, “Times They are A-Changin'” e “Mr. Tambourine Man”, todas da década de 1960.

O resultado do espetáculo abaixo chega a ser interessante. Por um lado, há uma releitura que pende para o clichê nas canções dylanescas; por outro, evidencia a beleza na melodia das músicas, além de mostrar a amplitude interpretativa que se pode chegar.

Confira abaixo:

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