Filme “A Música Nunca Parou” é obrigatório para o fã dylanesco

Para quem gosta de música, em especial o rock dos anos 60, assistir “A Música Nunca Parou” é obrigatório. Mais do que um filme cuja trilha sonora remete a este período, o filme emociona qualquer amante da música.

Inspirado livremente no artigo “O Último Hippie”, do neurologista Oliver Sacks – cujo parte do trabalho está diretamente ligado à musicoterapia -, o filme conta a história de Gabriel Sawyer, filho de pais conservadores de classe média de New York que foge de casa por desavenças com o pai – amante da música dos anos 40/50. O filho é reencontrado quase 20 anos depois com um sério tumor benigno no cérebro. Após a cirurgia, “Gabe” fica em um estado semi-vegetativo, não conseguindo dialogar e fazendo associações livres com as palavras.

Seu futuro ganha esperança apenas com a chegada da musicoterapeuta Dianne Daley, que além de criar vínculos e “acordar” Gabriel, traz à tona a crise de geração entre pai e filho.

Dessa forma, para se conectar com o filho, o pai precisa buscar falar a mesma língua.

Bob Dylan

Não quero me alongar muito para não contar mais do que deveria, mas só posso dizer que as cenas em que Gabe interage com as músicas de Bob Dylan são excepcionais.

Apesar de sua banda favorita ser Grateful Dead – que ao lado de toda filosofia hippie (flower power, acid trip e críticas à guerra do Vietnã) é a grande fonte de atrito entre pai e filho -, os momentos em que Gabe discursa sobre as canções dylanescas, além de cruciais no filme, são de tirar o fôlego e emocionar qualquer fã.

Veja abaixo o trailer e instigue-se:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=XA2jizUmFPw]

“A Música Nunca Parou”, distribuído no Brasil pela Europa Filmes, estreia nos cinemas do país no dia 13 de dezembro (apesar de ser de 2011).

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