Box of Vision – Bob Dylan Archive

 

Caros leitores dylanescos,

Preparem seus bolsos e quebrem todos os porquinhos que tiverem, pois será lançado uma caixa especial do Bob Dylan!

A empresa Box of Vision, que já comercializa caixas de luxo dos Beatles e John Lennon, lançará em abril um box sofisticado do Bob Dylan. Além de uma pasta para guardar a discografia completa em CD, a edição terá um compilado de resenhas, fotos e até anúncios e um livro com fac-símiles em tamanho de LP de todos os encartes dos álbuns.

Para adiantar o lançamento, a BoV divulgou um vídeo com uma “tour virtual”:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=6EeMGkWAdds]

No site deles, é possível cadastrar seu email para receber as informações do Bob Dylan Archive. Ainda não foi divulgado o valor ou a data exata de lançamento.

Upgrade (22/03): A empresa divulgou o preço – U$130,00.

Bryan Ferry e seu “Dylan para leigos”

O britânico Bryan Ferry fez sucesso nas décadas de 70 e 80, quando esteve à frente do Roxy Music, grupo que influênciou diretamente o movimento New Wave. A banda durou até 1983, quando fez um hiato que terminaria apenas em 2001 com uma reunião que dura até os dias de hoje.

Em 2007, Bryan Ferry gravou o álbum Dylanesque, que obviamente continha apenas canções de Bob Dylan. Apesar do Roxy Music ter como característica sonora o uso de instrumentos eletrônicos, o álbum gravado por Ferry em seu projeto solo tem uma atmosfera crua, sem aparentar ser um álbum cantado por alguém que fez sucesso com New Wave.

O álbum contém onze canções, que passam por várias fases de Bob Dylan. Ainda assim, sete das onze faixas são músicas gravadas por Bob na década de 60.

Os arranjos são bons e se distanciam com qualidade das versões originais. Ouço o álbum com prazer, mas não acho que ele esteja entre as melhores interpretações de músicas dylanescas. Pareceu-me superficial, sem conseguir atingir o ouvinte com a mesma intensidade que as canções naturalmente têm.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=D8NCSx31gws]

A versão de Bryan para Simple Twist Of Fate exemplifica bem essa minha aparência. Ela é gravada como um rock divertido e levemente rápido, ignorando a essência da canção: um relato triste, cansado e melancólico.

Vejo Dylanesque como um bom início para quem quer começar a entrar no mundo de Bob Dylan. As versões são mais palatáveis e a sonoridade bem mais acessível. Mas, mesmo com os “defeitos”, a máxima se mantém: ninguém canta Dylan como Dylan.

Abaixo, a lista das músicas do álbum (com links para vídeos do YouTube) e onde é possível encontrar a versão original de Dylan.

1- Just Like Tom Thumb’s Blues
Álbum: Highway 61 Revisited

2- Simple Twist of Fate
Álbum: Blood on the Tracks

3- Make You Feel My Love
Álbum: Time Out of Mind

4- The Times They Are a-Changin’
Álbum: The Times They Are a-Changin’

5- All I Really Want to Do
Álbum: Another Side of Bob Dylan

6- Knocking on Heaven’s Door
Álbum: Pat Garrett & Billy the Kid

7- Positively 4th Street
Álbum: Bob Dylan’s Greatest Hits

8- If Not For You
Álbum: New Morning

9- Baby Let Me Follow You Down
Álbum: Bob Dylan

10- Gates of Eden
Álbum: Bringing It All Back Home

11- All Along The Watchtower
Álbum: John Wesley Harding

Tributo a Bringing It All Back Home

Lançado digitalmente no final de 2010, o disco intitulado Subterranean Homesick Blues, é um tributo ao álbum de 1965, Bringing It All Back Home. Este disco foi o primeiro em que Dylan passou a se distanciar do cenário folk, incluindo um grupo para acompanhá-lo em todas as músicas do lado A.

O tributo foi lançado no mês passado na versão física, em quantidade limitada de vinil, pela gravadora ReImagine Records. E como o próprio nome da gravadora incita, as canções tiveram uma abordagem completamente diferente do original.

É interessante porque não se trata de um tributo ao Bob Dylan, mas experiências sonoras com as canções compostas por ele. Muitas vezes, o distanciamento se dá de tal maneira, que é quase impossível distinguir qual música está sendo interpretada (como é o caso de I’ll keep it with mine, sobra de estúdio do álbum original).

Apesar das versões distintas, o “disco-homenagem” mantém o perfil transitório sugerido no disco de 65: A primeira metade utilizando instrumentos elétricos (ou eletrônicos) e a segunda parte utilizando apenas instrumentos acústicos.

Veja a lista completa das músicas:
01. Subterranean Homesick Blues – Peter Morén
02. She Belongs to Me – Ane Brun
03. Maggie’s Farm – Castanets
04. Love Minus Zero/No Limit – Mirah
05. Outlaw Blues – The Morning Benders
06. On the Road Again – Julie Doiron
07. Bob Dylan’s 115th Dream – Asobi Seksu
08. Mr. Tambourine Man – The Helio Sequence
09. Gates of Eden – DM Stith
10. It’s Alright Ma (I’m Only Bleeding) – Franz Nicolay
11. It’s All Over Now, Baby Blue – Sholi (faixa bônus)
12. If You Gotta Go, Go Now – J. Tillman (faixa bônus)
13. Sitting on a Barbed-Wire Fence – Sea Wolf (faixa bônus)
14. I’ll Keep It With Mine – Denison Witmer (faixa bônus)
15. Mama, You Been on My Mind – Denison Witmer (faixa bônus)
16. Farewell Angelina – William Fitzsimmons (faixa bônus)

Abaixo, a versão do disco para Outlaw Blues (que também foi interpretada pelo duo White Stripes)