Bob Dylan – 70 anos em 70 fotos

Há 70 anos atrás, nascia Bob Dylan. Independente de sua importância na música pop, seja pela inclusão da poesia no rock, seja pela criação do chamado folk-rock, seja pelo o quê for, a relevância de Dylan para quem gosta de sua música está acima de sua influência na história.

Todo sentimento humano talvez possa ser representado por uma canção dylanesca. Mais do que isso: todo sentimento humano talvez seja melhor ilustrado atraves de sua música. Ouvir Mississippi quando se está em uma determinada fase te acrescenta muito mais que horas de terapia. Canções como Boots Of Spanish Leather são tão importantes quanto os questionamentos que nos fazemos quando uma relação não dá certo.

Para ilustrar o 70º aniversário de Bob (e o post de número 70 no Dylanesco), um vídeo com 70 fotos de Zimmy.

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É possível assistir no Youtube também!

Feliz aniversário, Bob!

Bob Dylan – 70 anos

Com a proximidade do seu aniversário de 70 anos, a importância de Bob Dylan pode ser medida pela divulgação e homenagens na mídia e em produtos culturais.

Veja abaixo algumas delas:

The Guardian – Podcast especial com a cantora Emmy The Great, John Harris e Stephen Moss que escolhem suas canções dylanescas favoritas. Há também uma entrevista com James McGrath e um trecho do audiobook Bob Dylan Encyclopedya, de Michael Gray.

Rolling Stone – A última edição da versão americana da revista (edição nº1131) tem Dylan na capa e uma lista com suas 70 melhores canções. Além da relação de músicas, há pequenos relatos de artistas como Bono Vox e Keith Richards sobre suas canções preferidas. A RS disponibilizou parte deste o especial em seu site.

The Independent – O site divulgou 70 razões argumentando porquê Bob Dylan é a figura mais importante da história da cultura pop. Apenas isso. Entre os argumentos: porque ele compôs Blowin’ in the wind (#1); por causa de sua resposta ao grito “Judas” – além de dizer que ele não acreditava no agitador, ele pede que o The Hawks toquem alto pra caralho (“Play fuckin’ loud!”) (#35).

Uncut – Além de ter quatro opções de capa – com fotos de diferentes fases de Dylan, a edição de junho (#169) apresenta uma entrevista nunca publicada que o jornalista Robert Shelton fez com Bob em 1965. O CD que acompanha a revista traz versões de músicas dylanescas e canções com a temática de aniversário, compiladas de uma forma parecida com o programa de rádio temático que Bob apresenta.

No Direction Home – as editoras estrangeiras estão apostando no aniversário redondo de Dylan para relançar biografias e livros importantes relacionados ao cantor. Entre os diversos lançamentos, talvez o mais importante seja No Direction Home, de Robert Shelton. Segundo a revista Isis, a edição atual aparenta ser uma “versão do diretor”, já que conta com mais materiais originais do jornalista. A Larousse lançou a versão traduzida no Brasil (em breve, faço uma resenha).

Thea Gilmore – John Wesley Harding

A cantora inglesa Thea Gilmore, como celebração do 70º aniversário de Bob Dylan (que para quem não sabe é no próximo dia 24), gravou sua versão do álbum John Wesley Harding, lançado em 1968.

Gosto de várias fases do Bob Dylan e admito a importância e a qualidade dos discos do começo dos anos 60, de Blood On The Tracks na década de 70, Oh Mercy em 80 e a chamada “trilogia” mais recente (Time Out Of Mind [1997], Love and Theft [2001] e Modern Times [2006]). Contudo, sempre que ouço John Wesley Harding, sinto um prazer diferente ao escutá-lo. Parte são as letras, mais simbólicas e utilizando referências de forma madura e menos ansiosa; a instrumentação crua e simples – violão, gaita, bateria, baixo e alguns pianos e steel guitar; e o jeito irônico e sensível que Dylan canta. Parte são coisas que ainda não consegui distinguir e, de certo modo, não saber me faz gostar mais ainda.

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A versão “atualizada” de Thea ficou interessante, mas fica longe da abordagem marcante do original. Existem alguns pontos altos, como o clima suspenso de I dreamed I saw Saint Augustine, os rockizinhos em The Drifter’s Escape e The Wicked Messenger e o acompanhamento do banjo em I am a lonesome hobo. De resto é válido, mas não te faz querer ouvir muito mais que duas vezes.

O site NewAlbumReleases disponibilizou o disco para download.