Wherever the children go I’ll follow them

Há quem critique o papel de Dylan como amigo (principalmente quando, junto de seu chará Neuwirth, soltava insultos cáusticos em quem estivesse perto). Também não faltam ressalvas em sua função de marido, mas não há qualquer crítica a Bob pelo seu lado paternal e gentil com as crianças.

Quando se exilou em Woodstock, sua maior preocupação era a segurança de sua família. Quem o visitou nesta época, relata que Dylan era muito afetuoso com seus filhos (mesmo com todos eles bagunçando a casa).

Epstein conta em seu livro duas histórias que mostram o espírito acolhedor e amigável de Dylan com as crianças. A primeira foi relatada por David Braun, procurador de Bob: um garoto pediu autógrafo para o cantor, e “ele fez um desenho de si mesmo que dizia ‘Para Herbie. Eu nunca teria conseguido sem você, Bob’.”

O segundo causo ocorreu com o músico Happy Traum, que morava em Woodstock. Seu filho Adam levou um amigo coreano absurdamente tímido para sua casa. Lá, eles ensaiavam no quarto quando Bob Dylan chegou para fazer uma visita aos Traum. “Bob foi até lá, pegou uma guitarra e começou a improvisar com eles. E este garoto… eu acho que ele deve ter pensado que o céu havia acabado de se abrir. Ele ficou sem palavras pelo resto do dia. (…). Foi um gesto doce.”

Bob também se mostrou ser também alguém preocupado com os menores. Ao menos em dois momentos. Em 1998, quando fazia uma turnê com os Rolling Stones pela América do Sul, Bob visitou as crianças do hospital Ricardo Gutierrez, em Buenos Aires.

Já em 2004, na Irlanda do Norte, Bob fez uma visita surpresa no Royal Victoria Hospital. Lá, tocou gaita para as crianças e distribuiu autógrafos. Segundo o noticiário local, as crianças só sabiam que o senhor ali era famoso pela sua vestimenta de cowboy. Os pais, contudo, provavelmente ficaram mais felizes que os internados.

Pelo jeito o modo desdenhoso de Dylan se mostra presente principalmente para aqueles que, no seu olhar, querem tirar algum proveito dele. E, obviamente, as crianças não se encaixam neste perfil.

Fontes: Maggie’s Farm e Sérgio Alves, que deu a dica lá no Grupo do Facebook.

Dylan leva um piano de cauda para o palco da Inglaterra

Engana-se quem achava que Dylan não traria nenhuma novidade nos recentes ensaios que ele fez em um teatro próximo a Woodstock. No primeiro show de sua turnê européia do ano, Bob tocou, além de teclado, gaita e guitarra, um piano de cauda!

Abaixo, dois vídeos de versões “pianísticas”. “Love Sick” e “Highway 61 Revisited”:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=78B_mfqqrtU]

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=3MSj-5mlYPI]

É possível perceber que Dylan ainda está “se entendendo” com o novo brinquedo, mas imagino que em outras canções, como “Spirit On the Water”, o resultado deve estar melhor. E a tendência é Bob ficar cada vez mais à vontade no instrumento.

Resta saber se o instrumento o acompanhará nas próximas apresentações…

Confira aqui o repertório completo do show e o instrumento que Dylan tocou em cada música (via Boblinks):

1. Leopard-Skin Pill-Box Hat (Bob on keyboard)
2. It’s All Over Now, Baby Blue (Bob on guitar)
3. Things Have Changed (Bob center stage with harp)
4. Tangled Up In Blue (Bob center stage with harp)
5. Cry A While (Bob center stage with harp)
6. Love Sick (Bob on grand piano)
7. Ballad Of Hollis Brown (Bob center stage with harp)
8. Spirit On The Water (Bob on grand piano)
9. High Water (For Charley Patton) (Bob center stage with harp)
10. A Hard Rain’s A-Gonna Fall (Bob on grand piano)
11. Highway 61 Revisited (Bob on grand piano)
12. Can’t Wait (Bob on grand piano)
13. Thunder On The Mountain (Bob on grand piano)
14. Ballad Of A Thin Man (Bob center stage with harp)
15. Like A Rolling Stone (Bob on piano)
16. All Along The Watchtower (Bob on grand piano)

Ouça aqui a apresentação completa:

Bob revisita região de Woodstock em ensaios

Para se preparar para a segunda fase de sua turnê deste ano, Bob Dylan ensaiou escolheu um local pouco comum. Ao invés de optar pela opção mais comum, os estúdios, Bob preferiu fazer os últimos ajustes com sua banda em na antiga casa de ópera Bardavon.

Inaugurado em 1869, Bardavon é a casa de show mais antiga do estado de New York e já recebeu artistas lendários, como Mark Twain, Frank Sinatra, Tony Bennett e o famoso ilusionista Harry Houdini. Alguns amigos de Dylan também tocaram no local, como Levon Helm, Joan Baez, Kris Kristoferson, Mavis Staples e David Bromberg.

Segundo seu diretor executivo, Chris Silva, Bob Dylan ensaiou esta semana de segunda à quarta. Esta é a quarta vez que Bob utiliza este espaço para ensaios – a primeira foi em 2006, quando preparou material para entrar em estúdio e gravar “Modern Times”.

Bardavon está localizado na cidade de Poughkeepsie. Ela é bem próxima a Woodstock, região em que Bob morou na segunda metade dos anos 60.

Dylan inicia no sábado, 30 de junho, sua turnê pela Europa, que passará pela Inglaterra, Alemanha, Áustria, Suiça, Espanha, França e Itália. No total, serão 15 shows em 23 dias.

Fonte: Poughkeepsie Journal.