Bob Dylan em Porto Alegre, por Eduardo Bueno

Porto Alegre é a capital mais meridional do Brasil, com um milhão e meio de habitantes, muitas árvores, um belo lago, e próxima o bastante ao Uruguai e à Argentina, na única região do país onde se pode sentir um pouco do inverno… E o inverno está chegando, baby, as janelas já estão quase cobertas de gelo… Aqui é também a capital gaúcha e, segundo dizem alguns, a cidade mais rock ‘n roll do Brasil. Foi aqui que Bob concluiu a série brasileira da atual turnê, na noite de ontem, com um show afiado, forte e animado, que pareceu a vários espectadores dos últimos cinco shows no país – como Fernando Viotti – o melhor até então.

Minhas filhas (Belém, 30 anos, grávida de três meses; Flora, 27 anos, e Lízia, 15 anos), além de duas de minhas ex-mulheres e todos os meus grandes amigos estavam lá, todos eles, obviamente, grandes fãs de Dylan. Como então eu poderia ter distanciamento crítico nessas circunstâncias?

Além disso, minha mulher, a filha dela e eu encontramos Bob na noite anterior, andando no parque, de noite, no vento frio, perto de minha casa. Foi o aniversário da filha da minha mulher, Paula (Clara completou 11 anos exatamente naquele dia e estávamos voltando da festa dela), e a garotinha conseguiu entregar a ele um bilhete que escreveu escondido durante a tarde – de alguma maneira misteriosa, ela sabia que iria encontrá-lo na rua. E ela ainda conversou com ele, e ele foi extremamente educado e gentil, leu o bilhete, guardou-o com ele e até apontou seus cadarços e disse: “Hey, amarre seus cadarços, você pode tropeçar”, como se fosse um velhinho do Exército da Salvação!

O Pepsi on Stage (acho que vou fazer dinheiro sugerindo novos nomes para as casas de shows brasileiras) é uma espécie de barracão de telhado de zinco (uma ex-fábrica, na verdade) que Bob e sua cowboy band conseguiram de algum jeito transformar em um tipo de galpão – um galpão gaúcho, com certeza, com ecos de antigas músicas country, western, blues e até hillbilly que colocaram muita gente para dançar. Tinha cerca de 3 mil pessoas lá, e eu ouvi que alguns camaradas estúpidos não gostaram. Bem, na minha opinião, eles agiram como quem vai a um museu esperando ver uma mulher voluptuosa pintada por Renoir e acaba tendo que ver exatamente a mesma mulher… pintada por Picasso. Vão pra casa e não me encham, caras! Saiam da minha janela e na velocidade que EU escolho: a da luz! Fora, fora! AGORA!

1) Bem, de novo Bob escolheu “Leopard-Skin Pill-Box Hat” para abrir. Viotti achou que é a melhor versão até agora, e com certeza foi intensa, mas eu continuo acreditando que, talvez em Buenos Aires, capital da Argentina, amanhã à noite, Bob possa “change his way way of thinking” e abrir com… bem, você sabe que música eu escolheria, se eu tivesse poder para isso…

2) Então veio “It’s All Over Now, Baby Blue”, com Bob no meio do palco, tocando alegremente sua guitarra (“um modelo Rick Kelly Eagle Head Strat, provavelmente feita sob medida para ele”, disse meu amigo Cassiano) e pronunciando cada palavra doce e suavamente e, surpreendentemente, ele foi gentil com a pobre baby blue girl, dando-lhe uma chance de strike another match and start anew… Uma bela versão – a melhor este ano, dizem alguns.

3) Como de costume, veio “Things Have Changed” – e foi tão dura e sombria quanto deveria. Eu gostei mesmo da ironia que ela disfarça, porque parece óbvio para mim que, cantando do jeito que ele a cantou, Bob é gentil o suficiente para revelar que ele ainda se importa…

4) “Tangled Up in Blue” parece ter alcançado seu ápice recentemente, e essa versão satisfaz todas as fortes possibilidades emocionais que a música sugere desde que apareceu como a faixa de abertura em Blood on the Tracks. Como nas noites anteriores, a letra parece carregar algumas qualidades de uma pintura ou filme, tão intensamente ligadas ao som que conseguem transportar imediatamente o ouvinte atento ao centro das cenas que o cantor descreve com tantos detalhes dolorosos.

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5) “Beyond Here Lies Nothing” não deixou nada para trás. Bob na guitarra, concentrado e persuasivo como nunca. Ele parece gostar muito dessa música – e nós também.

6) “Simple Twist of Fate”. É uma simples história de amor – aconteceu com ele, de novo… Como ele consegue reviver uma dor tão aguda tão frequentemente, quase todas as noites da turnê?

7) Então, uma surpresa e, por certo, um prêmio: um tipo de versão cowboy de “John Brown” que deixou muitas fãs – incluindo este – atordoado. Eu já confessei, mas acho que preciso confessar de novo: eu não reconheci a música. Mesmo assim, eu senti tantas coisas tomado por ela que eu não fiquei nervoso, nem com raiva ou perturbado, apesar de ser um pouco vergonhoso ter que admitir que o nome da música de repende escapou da minha memória…

8 ) “Summer Days” foi boa o bastante, mas não brilhante, embora se possa admitir que soou perfeita para o estilo “galpão gaúcho” da casa e que tinha mesmo que ser tocada para essa plateia realmente gaúcha. Somos todos cowboys do hemisfério sul, afinal – e é inegável o fato de que os gaúchos apareceram na História pelo menos 200 anos antes dos cowboys norte-americanos surgirem por lá, cara!

9) “Desolation Row” foi maravilhosa, doce, suave, e Bob parecia cheio de compaixão por todos que sabem menos do que ele, e também piedoso com cada alma naquele bando selvagem de personagens condenados que ele foi capaz de ordenar naquele beco desolado que é sua mente.

10) Então “Blind Willie McTell” e, meus amigos, acreditem ou não, soou ainda melhor que em Brasília, uma semana antes, ou em Hollywood, dois meses atrás. É uma benção para todos os fãs de Dylan que esta canção tenha voltado à vida. Então agora não há mais razão para continuar a reclamação de que ele se atreveu a deixar de fora de “Infidels” e trocar por… qual música? “Neighbourhood Bully”, talvez? Ah, Deus, tenha dó…

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11) “Highway 61” foi cantada com uma rapidez das corridas em Daytona e com vontade. A maneira como ele pronunciou “ooone”, depois de “sixty”, era de explodir a cabeça.

12) Então, “Love Sick”, ó céus, saiu tão densa, nebulosa, tão intensa que era como se nós todos pudéssemos ouvir o tic-tac dos relógios, sentir a umidade debaixo das nuvens de chuva e caminhar por ruas mortas, vendo amantes na grama e silhuetas na janela (ou nas cortinas atrás de Bob e sua banda, porque a iluminação, desde o começo do show, conferiu uma qualidade de penumbra de cinema). E não havia silêncio, mas com certeza um trovão! Para mim, junto com “Blind Willie” e “Desolation Row”, foi um dos verdadeiros pontos altos da noite.

13) “Thunder on the Mountain” no começo soou como se tivesse desfocada, mas este início desleixado (pelo menos para mim) foi como um salvo-conduto, uma permissão extra-oficial para que o próprio Bob improvisasse bastante em seu teclado, fugindo da banda e da própria música, mas logo aceitando ambos – a banda e a canção – a encontrá-lo na próxima esquina; então se escondeu novamente atrás da parede sonora. A música mesmo não estava brilhante, eu acho, mas este esconde-esconde foi realmente bem engraçado. Um momento divertido, bacana para curtir neste galpão gaúcho, com Bob jogando o gato por cima e por baixo daquele telhado de zinco quente… Ele é um bom garoto, realmente.

14) “Ballad of Thin Man”: eu acho que ninguém discorda que esta canção é a chave para perceber e entender esta oitava, ou nona, reencarnação de Dylan, aquela que agora é um prêt-a-porter na nossa frente, neste novo século. Não há muito mais para ser dito.

15) “Like a Rolling Stone” foi diferente de todas as outras noites no Brasil, e eu ouso dizer que veio à tona em uma versão solta, mas ainda engraçada, boa e com certeza mais leve que tantas outras vezes anteriores – e Bob, novamente, como em Belo Horizonte, se contentou em cantar o refrão apenas para deixar o público fazer isso por ele. Nós fizemos, mas não chegou À metade da altura e entusiasmo dos mineiros em Belo Horizonte.

De algum jeito, foi uma pena, porque Porto Alegre é a cidade natal do grande Lupicínio Rodrigues (1914-1974), um brilhante cantor/compositor boêmio que, lá em 1951, no mesmo ano que Muddy Waters (meio que um equivalente americano) escreveu “Rolling Stone”, ele foi capaz de aparecer com uma ótima canção chamada “Vingança”, um samba-canção com letras bem mais próximas ao espírito da canção de Dylan do que à de Muddy, por ter simples e sofrivelmente dito a uma mulher: “Ela há de rolar como as pedras/ Que rolam na estrada/ Sem ter nunca um cantinho de seu/ Pra poder descansar”. Oh, Deus! Este cara realmente merece um Theme Time Radio Hour em sua homenagem, já que Bob uma vez homenageou a cantora Elis Regina, também nascida em Porto Alegre e uma incrível intérprete das canções de Lupi.

E, enquanto apresentava a banda, um breve momento que nunca mais será ouvido novamente: Bob tocou alguns acordes de “Hey Jude” no teclado e fizeram todos os caras abrirem um grande sorriso – Paul McCartney está no Brasil e hoje ele tocará a apenas 320 kilômetros de distância, em Florianópolis. Estaria Bob pensando no cara de “Yesterday”?

16) Então “All Along the Watchtower” explode, poderosa como sempre, mas, de alguma forma, curta como nunca.

17) Então eles vão embora, voltam e uma versão com violino de “Blowin’ in the Wind” é apresentada, de um modo tocante, afetuoso, sonhador o suficiente para nos fazer acreditar que “yes, we can”… podemos construir um admirável mundo novo, porque muitas pessoas já morreram neste velho mundo. Alguns caras na plateia juram que ele disse “The answer my friends, is… etc” Friends? Será que ele quis dizer… nós? Não tenho certeza de que ele realmente disse no plural, mas certamente soou como…

Então, de volta ao hotel, ao aeroporto, ao avião e, amanhã, de volta ao palco, desta vez na cidade realmente gaúcha: a Macho Man Argentina, atualmente governada pela versão patética de Evita Perón… Será que Bob chorará pela Argentina? Será que eles chorarão por ele? A resposta, meus amigos….

Eduardo Bueno

fotos: Marcos Matiello

43 thoughts on “Bob Dylan em Porto Alegre, por Eduardo Bueno

    1. Oi André…vc gostou do comentário do Peninha,rsrsrs,vc leu o q ele falou dos show da turnê ? VC IA TER ADORADO TAMBÉM ,TER ASSISTIDO O SHOW AKI EM BH ! v lá no youtube…
      Abraço e agiliza o livro…

      1. Li o comentário do André Leche em Dylanesco repertorio Porto Alegre esse papo de cidade mais Dylanesca,é pura viagem desse MANEZÃO de PoA,deve ser alguma viúva de Bob Dylan,ou alguma criança sem pirulito…sou de São Borja ,minha esposa é mineira e adoro aquele lugar , BH tem 5 milhões de habitantes ,cidade linda entre as montanhas,comidas e mulheres maravilhosas,BALADAS PARA TODOS OS GOSTOS,e Minas tem cidades histórica,muitas cachoeiras e lugares paradisiacos,sendo Minas a 3 economia do país…,vi os show de BH e Porto Alegre ,estou de férias em BH e o q falam aqui é q o Dylan curtiu d+ BH,foi a boates,bares,fez caminhada e ainda foi visto entrando no hotel(localizado no point das baladas e perto de boates de stripers)às 3:20(madrugada) com 2 mineirinhas lindas…deve ser por isso a inspiração dele no show e o motivo de PoA ter perdido o posto de cidade mais Dylanesca (segundo o MANEZÃO DE PoA)assim como a posição do melhor show da turnê brasileira…como esse tal de André Leche, pode dizer isso…e ele ainda quer escrever um livro???

        AHHH André ,como já te sugeriram em comentários anteriores…VAI ARRUMAR UMA NAMORADA !

        1. Bahhhhh,André,nem liga tchê,Robert Zimmerman adotou um pseudônimo, e ficou conhecido no mundo inteiro por tudo q escreveu e cantou…,vc tb pode ser conhecido pelas MERDAS q falou dos mineiros no Dylanesco repertório PoA, adotando também um pseudônimo,para o seu livro ou para comentários aqui no Dylanesco…
          fica aki as sugestões :
          Candinha, Ofélia e até como foi dito acima…Manezão de PoA…
          Agora …quanto à namorada, as gurias de PoA ,acho q não vão te curtir muito não ,ainda mais depois de lerem os posts…o q vai ser um prato cheio para a galera lá de Moinhos ,cidade baixa e seus amigos daqui de Porto Alegre, quando descobrirem como você é conhecido aqui no Dylanesco !!1

    2. Eu tive o previlégio de assistir um espetáculo maravilhoso,o Show do Dylan em BH ao lado da maior autoridade no assunto Dylan no Brasil ,e uma das maiores cabeças pensantes desse país,e claro q fiquei amigo dele ,Eduardo Bueno, e posso dizer q poucas pessoas ,são iluminadas assim e tem o dom de transformar palavras em emoções ,vc e o Dylan são uma delas… Peninha, adorei seu texto ,assim como a aquela obra de arte que foi a resenha sobre o show de BH…nós mineiros nos sentimos honrados com suas palavras…quando vier em BH vamos conversar mais …Abraço

    3. ANDRÉ LECHE,isso é só um toque para vc refletir…
      kra vc é muito doido,li as merdas q vc escreveu lá no Dylanesco repertorio Porto Alegre, e vc foi unanimiddade entre os gaúcho e os mineiros, de como uma pessoa pode ser tão desinformada e babaca, ao postar aqueles tipos de comentários, infantis..como gaúcho acho q vc deveria postar suas desculpas , ou quando lançar seu livro usar um pseudônimo,porq sua credibilidade tá à zero,tanto aqui em Porto Alegre ,quanto lá em MInas…

    4. André,li seus comentários no Dylanesco repertório Porto Alegre e me desculpe a franqueza ,mas achei de uma grosseria gigantesca com os mineiros,primeiro porq não é a realidade,basta estudar um pouco de geografia e economia para saber,segundo por voce se dizer um fã de Dylan,e mostrar um despreparo cultural até para aceitar um simples fato de q Porto Alegre não é tão Dylanesca assim o quanto vc quer q ela seja e q o show de BH deu um banho no nosso …Eu como gaúcho fiquei envergonhado por suas palavras e fica aqui minhas desculpas a todos os mineiros por sua infantilidade e ignorancia…Sem ressentimentos…
      Abraço

      1. Oi André… sou psicologo e como grande fã de Bob Dylan assim como você…e depois dos comentários acima referidos,q li e pelos q estão postados no Dylanesco repertório de Porto Alegre,sou obrigado a concordar com o pessoal ,e te dizer q realmente você esta precisando de uma NAMORADA URGENTE !!!

    5. André Leche,depois de tanta gente te detonar devido as MERDAS que você escreveu no dylanesco repertorio Porto Alegre,sendo a maioria delas GAUCHOS,sugiro q você ao lançar seu livro,adote um pseudônimo…

    6. Kra se Poa é ou não a cidade + Dylanesca…o q vc ganha com isso ? O Dylan nem te conhece e tá pouco se danando pra suas infantilidades,nunca te deu um autógrafo,nem uma fotografia com ele ,nem fumou um com vc ..vc parece um guri bobão ,postando essas besteiras…Na verdade vc ta parecendo uma criancinha discutindo isso ,se ele gosta mais de PoA ou BH, bem me quer ,mal me quer,se ele gostar mais dai q daki eu paro de brincar e choro !!!! AH gaúcho ,mostra q vc é gaúcho mesmo e toma postura de MACHO tchê !!!

  1. Este texto… Parecia que eu estava lá com os olhos e coração sintonizados. Com a alma lavada. Obrigada Eduardo por escrever e Pedro por traduzir tão lindamente.

    1. Gente ,por mais idiota q sejam os comentários postados pelo André e por mais infantil q ele parece ser ,devemos focar na maravilhosa obra de arte q foi as resenhas do Eduardo Bueno sobre os shows…

  2. Belo texto…
    E já que o Eduardo Bueno confessou, eu também posso…Não reconheci Beyond here lies nothing nem To make you feel my love (em belíssimas rendições) em Sampa, dia 21. Será que é um pecado mais grave?

  3. EU JÁ TINHA DITO,MAS VALE REPETIR:
    -Peninha é LENDA
    -Peninha é Mito
    -Peninha é tricolor
    Peninha é ,acima de tudo,gaúcho !

    Quando ele estiver correndo no Parcão,vou perguntar sobre HEY JUDEheheheheh

    *Pedro,acho que em uma outra vida o velho BOB era Portenho…

    1. Oi André …vc já leu os recadinhos q deixaram para vc ,lá na pagina do Dylanesco repertório (show de Porto Alegre ) ?
      viu ,o q o Eduardo comentou dos shows da enquete? Sugiro q leia o q escreveram a seu respeito…tem um monte de gente inclusive um monte de gaúchos dizendo pra vc o quanto vc é MANÉ !!! Muito feio para um kra q se diz Dylaniano…Talvez se você fosse mais esperto ia entender um pouco de Geografia e economia ,e não diria tanta besteira,principalmente de um estado q vc não conhece nada… Vai estudar André…kkk q burro !!! dá zero pra ele !!!

      1. André… eu como gaúcho tõ rezando para os seus amigos não lerem esses comentários…porq a galera vai pegar no seu pé demais ,ainda mais com esse montão de apelidos sugeridos,já imaginou se pegar algum ?acho q você deve ficar um bom tempo sem aparecer por aqui…

  4. Caras, se tem um momento do show que literalmente, senti formigar até os ossos, foi “simple twist of fate”. Tocada nostalgicamente, com pausas em que Ele olhava no distante, desfocando a retina no horizonte. É impressionante a identificação dessa música (pelo menos pra mim), ela te transporta àquele enredo de sentimentos “… looked at him and he felt a spark” foi exatamente assim que aconteceu.

    Outra memorável foi “ballad of thin man”, onde ele conversava com aquele eco. Era como se ouvessem vários Dylans se olhando no espelho, todas as versões dele desde os anos 60, cantando em sequência e trazendo a música por entre as décadas. Foi intenso, alguma coisa aconteceu ali, com aquele acorde pesado de piano sendo tocado na guitarra, que ficou ressonando na minha cabeça enquanto eu voltava pra casa.

    E o setlist bem harmonico, as músicas mais densas, sentimentais e divertidas, e a banda pegando fogo, perseguindo as improvisações, animando o baile. Pelo espírito do show, pensei que encerraria com “Rainy day woman”. E que pena que tem que encerrar!.

    Ontem, no show do Paul, a multidão em coro, empolgação total, mesmo sob a chuva forte. Eu espremendo os pés pra ver se o tênis não ficava tão ensopado e a noite anterior ainda no ouvido, “Rain falling on my shoes…”

  5. PEDRO,INFELIZMENTE VC NÃO ME POSSIBILITOU O DIREITO DE RESPONDER A ALGUNS RECALCADOS QUE APARECEM POR AQUI USANDO,DE FORMA COVARDE E CRIMINOSA VÁRIOS PSEUDÔNIMOS.QUE PENA,ACHEI QUE ESTE FOSSE UM ESPAÇO DEMOCRÁTICO…QUEM PERDE NÃO SOU EU,PODE APOSTAR!

    1. André…rende mais assunto não…vamos passar a borracha em tudo ,pelos seus comentários no Dylanesco repertório E fica às desculpas de ambos os lados…na hora da raiva a gente fala um monte de merda mesmo,e se falou do bobynho ae a gente fica P…mesmo..MAS a gente tem q cair na real em alguma hora,esquece o q passou , fica às desculpas de ambos os lados e vamos FALAR AGORA AKI SÓ DE BOB DYLAN….KD OS VIDEOS DE PORTO ALEGRE NO YOUTUBE ????

          1. Pior ,vai ser se os amigos dele lerem os posts e se as sugestões dos apelidos pegar…ae vai ser foda…Manezão de PoA,Candinha,Ofélia, kkk..a galera de Moinhos não vai perdoar…
            Pedro obrigado pelo site democrático …
            e é assim :
            quem diz o q quer…ouve o q não quer…kkkkk

    1. PEDRO ,ME DESCULPE MAS ESSE EU VOU TE DEFENDER:
      André…me admira muito vc…depois de falar as Merdas todas q falou,se descredibilizar perante todos aqui no Dylanesco,responder do jeito q vc quis ,com uma grosseria do tamanho da sua ignorancia,ofender a todos q não quiseram concordar com sua opinião Idiota,AGORA VC vem ofender o site ??? Dizer q o site não é democrático só porq vc não quer ouvir o q todos pensam de vc e seus comentários… O DYLANESCO é um espaço sim MUITO DEMOCRÁTICO,senão o mais da internet e um site de extrema credibilidade perante nós Dylanianos,só q vc o deturpou com as suas idiotices q escreveu,agora tente ser gaúcho e aguente as consequencias…e para de escrever o livro e vai ARRUMAR UMA NAMORADA e reza pra galera de moinhos não descobrir seus apelidos …

      1. Caramba !!! q mala é esse cara…ele tá mass pra fã de Justin Bieber e Demi Lovado do q fã de Bob Dylan…
        Agora ele já ta falando mal do site ??? Onde é ele q mais posta comentarios ??? ahhhh fala sério né?
        Ele é igual a Candinha,do Roberto Carlos,ele gosta mesmo é de falar…

  6. Conversei com o Eduardo Bueno muito,e ele me disse q nenhum dos 72 shows anteriores q ele assistiu ,foi como o show de BH,inesquecível,energético,viral…MARAVILHOSO ! como disseram anteriormente O SHOW Q TODO FÃ GOSTARIA DE TER ASSISTIDO ! perguntem para quem foi,ou vejam no youtube…

  7. Não é a primeira vez que leio comentários do “Peninha” sobre shows do Bob Dylan, e continuo não gostando.
    Esse rapaz é muito óbvio.
    E quem disse que somente no Rio Grande do Sul a gente pode sentir um pouco do inverno?
    Pode-se ver que o “Peninha” não conhece o País muito bem. Que isso!

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