Moptop Madness: Bob Dylan vs. Bobby McFerrin

O site Cover Me organizou uma competição para o mês de março entre várias versões de outros músicos sobre canções dos Beatles. No total serão 64, divididos em embates entre duas músicas.

Bob Dylan participa representado por sua versão ao vivo de Something, do amigo George Harrison. A interpretação dylanesca é confrontada com a cover de Blackbird, feita pelo músico Bobby McFerrin.

Ouça a versão dylanesca:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=JnIxx1S0nCQ]

Para votar e ouvir a versão de McFerrin, acesse o Cover Me.

Tributo a Bringing It All Back Home

Lançado digitalmente no final de 2010, o disco intitulado Subterranean Homesick Blues, é um tributo ao álbum de 1965, Bringing It All Back Home. Este disco foi o primeiro em que Dylan passou a se distanciar do cenário folk, incluindo um grupo para acompanhá-lo em todas as músicas do lado A.

O tributo foi lançado no mês passado na versão física, em quantidade limitada de vinil, pela gravadora ReImagine Records. E como o próprio nome da gravadora incita, as canções tiveram uma abordagem completamente diferente do original.

É interessante porque não se trata de um tributo ao Bob Dylan, mas experiências sonoras com as canções compostas por ele. Muitas vezes, o distanciamento se dá de tal maneira, que é quase impossível distinguir qual música está sendo interpretada (como é o caso de I’ll keep it with mine, sobra de estúdio do álbum original).

Apesar das versões distintas, o “disco-homenagem” mantém o perfil transitório sugerido no disco de 65: A primeira metade utilizando instrumentos elétricos (ou eletrônicos) e a segunda parte utilizando apenas instrumentos acústicos.

Veja a lista completa das músicas:
01. Subterranean Homesick Blues – Peter Morén
02. She Belongs to Me – Ane Brun
03. Maggie’s Farm – Castanets
04. Love Minus Zero/No Limit – Mirah
05. Outlaw Blues – The Morning Benders
06. On the Road Again – Julie Doiron
07. Bob Dylan’s 115th Dream – Asobi Seksu
08. Mr. Tambourine Man – The Helio Sequence
09. Gates of Eden – DM Stith
10. It’s Alright Ma (I’m Only Bleeding) – Franz Nicolay
11. It’s All Over Now, Baby Blue – Sholi (faixa bônus)
12. If You Gotta Go, Go Now – J. Tillman (faixa bônus)
13. Sitting on a Barbed-Wire Fence – Sea Wolf (faixa bônus)
14. I’ll Keep It With Mine – Denison Witmer (faixa bônus)
15. Mama, You Been on My Mind – Denison Witmer (faixa bônus)
16. Farewell Angelina – William Fitzsimmons (faixa bônus)

Abaixo, a versão do disco para Outlaw Blues (que também foi interpretada pelo duo White Stripes)

A Change Is Gonna Come

Em 1963, ao ouvir pela primeira vez a música Blowin’ in the wind, o cantor Sam Cooke se sentiu quase perturbado com a canção, principalmente pelo compositor ser branco.

Como resposta, Cooke compôs A change is gonna come, uma canção que tem como pano de fundo a própria vida de Sam e o racismo sofrido pelos negros.

Em 2004, no aniversário de 70 anos do teatro Apollo (localizado no bairro de Harlem, em New York), Bob Dylan interpretou a canção que ele próprio influenciou.

Curiosamente, a música de Sam está na 12ª posição na lista das 500 maiores músicas de todos os tempos. Blowin’ in the wind ocupa a 14º lugar.