Michael Moore e sua participação dylanesca em “Occupy This Album”

O cineasta Michael Moore participou do disco “Occupy This Album” cantando a música “The Times They Are A-Changin’”. Em sua releitura, Moore fez uma alteração na letra: no trecho “Come senators, congressmen, Please heed the call, Don’t stand in the doorway, Don’t block up the hall”, ele substituiu “block up” por “fuck up”.

Ouça a versão de Michael Moore para “The Times The Are A-Changin’”:

O projeto tem como objetivo, além de fornecer recursos para o movimento “Occupy Wall Street”, documentar as várias músicas que trilharam os dias de ocupação. Para manter a temática “99%”, “Occupy This Album” terá 99 faixas (em quatro CDs). Além do cineasta, diversos músicos participaram, como: Ani DiFranco, Crosby and Nash, Jackson Browne, Tom Morello, Willie Nelson, The Guthrie Family e muitos outros.

O lançamento será dia 15/05.

Momentos dylanescos pela América do Sul

Cada um que presenciou uma apresentação de Bob Dylan terá em sua mente um momento marcante. Há quem diga que o cantor olhou diretamente para o olho de quem conta a história; outros vão narrar com riqueza de detalhes os passos dylanescos ao longo dos shows ou fazer longas análises sobre a maneira como a música pulsava.

Repertório do show de Porto Alegre com as tonalidades de cada música. As marcações em caneta me parecem ser das guitarras usadas por Charlie Sexton em cada canção.

Eis apenas alguns pequenos momentos que ajudaram a tornar inesquecível a passagem de Bob pela América do Sul em 2012.

How Does It Feel?

O quê dizer do momento altruísta de Dylan, quando ele presenteou os mineiros ao deixar que apenas a platéia de Belo Horizonte cantasse o refrão de “Like a Rolling Stone”?

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To Make It Better

Aqui, um detalhe sutil que abriu a mente de todo mundo que ouviu. Na mesma semana que Bob se apresentava em Porto Alegre, Paul McCartney fez show em Florianópolis. Na hora de apresentar sua banda, após falar de Charlie Sexton, Bob Dylan rascunhou um pequeno trecho de “Hey Jude” e emocionou a todos.

Before he can hear…

Na última canção do último show na Argentina, durante “Blowin’ in the Wind”, um rapaz conseguiu subir ao palco e tascou – ou tentou – um beijo em Dylan (próximo ao minuto 6:00). Apesar de se assustar com a invasão, Bob não se mostrou nenhum nervosismo e continuou a canção como se nada tivesse acontecido. Curiosamente, relatos informaram que o “vândalo” foi colocado de volta ao seu assento pela segurança da casa.

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Balanço dylanesco: a turnê brasileira

Bob Dylan passou pelo país para fazer seis shows em cinco capitais brasileiras. No total, Bob e seu bando tocaram 31 músicas.

Os shows de São Paulo e Porto Alegre foram os únicos que tiveram músicas que não se repetiram. No primeiro concerto paulistano, Bob tocou “Every Grain of Sand”. Já no dia seguinte, ele resolveu estreiar na turnê a canção “Not Dark Yet”. Em Porto Alegre, tocou pela primeira vez no ano a música “John Brown”.

Em todas as apresentações Bob Dylan abriu com a mesma música, “Leopard-Skin Pill-Box Hat” e fechou com a mesma seleção (exceto no bis – que os cariocas não viram).

Outro ponto interessante foi a ausência da introdução feita por Al Santos e da imagem do olho, logo recorrente em turnês anteriores, que dessa vez apareceu minimamente.

Abaixo, uma tabela comparativa do repertório dos show – o número indica a ordem das músicas em cada apresentação.

Clique na imagem para visualizá-la em tamanho maior.

Enquanto esteve no Brasil, Bob Dylan aproveitou para andar pelas ruas de Copacabana, passear pelo hotel de Brasília e até caminhou, em plena sexta-feira, na Av. Paulista.

Confira as resenhas de todas as apresentações no país:

Rio de Janeiro
Brasília
Belo Horizonte
São Paulo (21/04)
São Paulo (22/04)
Porto Alegre