A NPR e o canal do Bob Dylan no Soundcloud divulgaram 15 das 35 músicas que farão parte da versão padrão de “Another Self Portrait”, o décimo volume da Bootleg Series.
Vale lembrar que também será lançada uma versão Deluxe, com dois livretos e mais dois CDs (o histórico show de Bob Dylan e The Band na Isle of Wright, em 1969; e uma versão remasterizada de Self Portrait).
Infelizmente, ainda não há data de lançamento no Brasil.
Se no último dia 11 foi aniversário de Charlie Sexton, hoje é o dia de Tony Garnier assoprar as velas. Nascido em St. Paul, Minnesota, no dia 18 de agosto de 1956, Tony Garnier foi criado na California e passou por bandas de relativo sucesso como Asleep at the Wheel e Lounge Lizards.
Também participou do histórico disco Rain Dogs de Tom Waits e foi baixista da banda do Saturday Night Live, ao lado do guitarrista G.E. Smith, antes de integrar a banda de Bob Dylan no dia 3 de junho de 1989, para substituir Kenny Aaronson em Dublin em decorrência de uma doença. Tony voltaria a banda no dia 10 de junho para se tornar o músico que mais dividiu o palco com Bob, somando 24 anos e mais de 2 mil shows na parceria.
Além de baixista, Tony possui a posição de “diretor musical” no palco, interpretando e repassando para a banda os sinais minimalistas de Dylan.
Somados aos milhares de show, Tony Garnier participou de várias gravações ao lado de Dylan:
– Singles:Things Have Changed e ‘Cross The Green Mountain;
– Álbuns:MTV Unplugged, Time Out of Mind, Love & Theft, Modern Times, Together Through Life, Christmas in the Heart, Tempest, Shadows In The Night;
– Filme: Masked and Anonymous.
Apesar das responsabilidades e dos olhares do chefe, Tony Garnier muitas vezes parece se divertir no palco. Em alguns momentos, o baixista fica visivelmente imerso no mundo dylanesco, como é possível observar (com um pouco de perseverança) nesta versão de “Ballad of Frankie Lee and Judas Priest”:
Algumas semanas antes do lançamento, a Columbia resolveu entregar para alguns críticos o próximo volume da “Bootleg Series”. Initulado “Another Self Portrait, o álbum é uma compilação se sobras de estúdios e remixagens entre 1969 e 1971.
Na semana passada, a Columbia lançou um clipe de “Pretty Saro” e ontem a gravadora publicou um vídeo com um documentário de quase 12 minutos sobre o disco, com entrevistas dos músicos Al Kooper e David Bromberg, além do produtor Bob Johnston.
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No vídeo acima, Bromberg dá sua impressão sobre o nome do disco: “Para mim parece que ele chamou o disco de Self Portrait porque esta era a música de onde ele saiu”. Já sobre o álbum New Morning, Bromberg explica que “ele sabia o queria. Ele não necessariamente falava para nós, mas ele sabia”.
4,5 de 5 estrelas
“Another Self Portrait” já foi resenhado por algumas revistas e todos parecem ter gostado bastante. David Fricke da Rolling Stone deu 4,5 de 5 estrelas ao álbum e disse que é “um dos mais importantes, coerentes e gratificantes discos de Dylan já lançados”. Jim Beviglia da American Songwriter deu 4 de 5 estrelas e afirmou que “Another Self Portrait” parece querer consertar os excessos de produção e as canções escolhidas para o disco de 1970.