Veja o Lyric Video de “Duquesne Whistle”

A Sony canadense fez uma ação no Instagram e convidou as pessoas a publicarem fotos com um trecho da letra da música de abertura de Tempest, a saudosa “Duquesne Whistle”.

As fotos viraram um Lyric Video e o site MetroLyrics fez a premiere agora pouco.

Confira abaixo o resultado:

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Jazzy Dylan (ou Apollo dylanesco)

Em 2004, Bob Dylan passou duas vezes pelo lendário Apollo Theater. Localizado no Harlem, bairro novaiorquino com alta concentração de negros, o Apollo Theater ganhou fama por receber grande astros da música negra americana, como o primeiro show de Ella Fitzgerald, além de apresentações de James Brown, Diana Ross, Marvin Gaye e vários outros.

A primeira passagem de Dylan no ano foi em 28 de março, na comemoração dos 70 anos do teatro. Um show foi organizado em homenagem ao prédio e contou com diversas participações, de Herbie Hancock a Willie Nelson. Bob Dylan escolheu a cover de “A Change Is Gonna Come”, de Sam Cooke – que a compôs por influência de “Blowin’ in The Wind”.

A segunda passagem, e mais inusitada, aconteceu no dia 7 de junho. Para a ocasião, foi organizado uma noite de gala com intuito de angariar fundos para a instituição Jazz At Lincoln. O valor dos ingressos variava de US$1.000 a US$2.500.

Wynton Marsalis tocou com seu septeto e, ao chamar Dylan ao palco, discursou afirmando que o Bob é o nome que instantaneamente vem à cabeça quando ele pensa no Apollo Theater. Novamente, o hino dos anos 60 é retomado para embasar o engajamento da causa negra. Marsalis argumenta utilizando alguns versos de “Blowin’ in the Wind”.

Bob Dylan sobe ao palco e acompanha Wynton Marsalis Septet em duas músicas: “It Takes a Lot to Laugh, It Takes a Train to Cry” e “Don’t Think Twice, It’s Alright”. As versões remetem a Love & Theft, mas dessa vez o jazz está muito mais puro, como se tivesse sido destilado das raízes roqueiras de Dylan.

Ouça:

Memorabilia dylanesca (e opções acessíveis)

Colecionadores obsessivos procuram não só objetos raros, mas peças únicas e quase sagradas. Com livros, o fetichista literato padrão busca as primeiras edições de clássicos. Colecionadores de vinis fazem a mesma coisa com as bolachas – querem as primeiras prensagens ou versões em acetato (usadas para audições de teste).

Essa busca por artefatos únicos se expande para documentos diversos. Autógrafos, cartas, dedicatórias e tudo o que é possível para caracterizar um vínculo direto com o artista.

O site Record Mecca tem como objetivo aguçar as papilas degustativas de colecionadores destemidos (e abastados) do mundo da música. Fotos, discos, autógrafos e todo o tipo de registro histórico estão à venda por valores “diferenciados”.

Abaixo, uma pequena seleção dos artigos dylanescos contidos no site:

Recorte de jornal com “comentário” de Dylan

Um pedaço do exemplar do jornal “San Francisco Chronicle”, de 2 de dezembro de 1965. No recorte, além de uma entrevista de Bob Dylan, há um autógrafo seu com um comentário “The Answer’s still blowin’ in the wind!” [A resposta ainda está soprando ao vento]. A caligrafia foi examinada pelo especialista James Blanco, que examinou mais de 100 exemplos da escrita de Dylan.

Preço: US$ 9.000,00

Ingresso e programação do histórico show do “Judas”

Neste caso, apesar de não possuir uma característica única, é um documento histórico relevante. O item contém o ingresso e a programação do show de 17 de maio de 1966. Neste dia, época do embate elétrico entre Dylan e os entusiastas do Folk, um rapaz da platéia grita “Judas” para Dylan. Além de aparecer no documentário No Direction Home e no quarto volume de Bootleg Series, Bob lembrou desta agressão verbal em sua recente entrevista à Rolling Stone.

Preço: US$ 900,00

Primeira prensagem de Blonde On Blonde em ótimo estado

O site indica que o exemplar da primeira prensagem está em perfeitas condições. O encarte contém a foto da atriz italizana Claudia Cardinale, que pediu para ter sua foto retirada das edições seguintes.

Preço: US$350,00

The Times They Are A-Changin’ autografado

Disco com o autógrafo de Bob Dylan solicitado por Michael Wehrmann, considerado um especialista em conseguir assinaturas de famosos. O álbum vem com um certificado do próprio Wehrmann, que contou que costumava pedir autógrafos a Dylan apenas uma vez ao ano. Bob, por sua vez, aceitava assinar alguns itens.

Preço: 6.000,00

Manuscrito de repertório de ensaio

Um manuscrito de Bob Dylan contendo uma seleção de músicas que ele possívelmente incluiria nos shows. Por usar diferentes canetas, o documento aparenta ter sido escrito durante um período de tempo. Além dos nomes das canções, há o tom (ou os acordes) das músicas. Pelo repertório, parece ser dos shows do começo dos anos 90, já que existem canções de Under The Red Sky. Será que ela faz parte dos ensaios da turnê de 1991 (quando Dylan fez seu maior show)?

Preço: US$6.000,00

I’ve never had much money

Se sua situação financeira – ou seu fanatismo – não contempla esse investimento, existem outras formas de ter algo menos exclusivo, mas quase tão interessante. Alguns livros possuem reproduções de vários documentos. Os mais interessantes são, obviamente, manuscrito das letras.

Eis duas opções:

The Bob Dylan Scrapbook, 1956-1966

 

Lançado pela Simon & Schuster – mesma editora que publicou Chronicles V.1 -, o Scrapbook faz parte dos lançamentos do documentário No Direction Home, de Martin Scorcese. O livro abrange desde a adolescência de Dylan até 1966, ano em que Dylan lançou Blonde On Blonde.

O que mais impressiona são as quantidades de fac-símiles, como letras, cartazes, autógrafos e até uma miniatura de Dylan (usada como publicidade). Também possui um CD com trechos de entrevistas da época. Vale a pena ir atrás.

Treasures of Bob Dylan

Com lançamento para outubro, “Treasures” segue a mesma linha, mas cobre também outras décadas da carreira de Dylan. Entre os fac-símiles, inclui poster de Hard Rain, ingresso da turnê de 1974, credencial de 1978, ingresso de um dos famosos shows no Supper Club e repertório de um dos shows de 2000. Parece bem interessante.