Jazzy Dylan (ou Apollo dylanesco)

Em 2004, Bob Dylan passou duas vezes pelo lendário Apollo Theater. Localizado no Harlem, bairro novaiorquino com alta concentração de negros, o Apollo Theater ganhou fama por receber grande astros da música negra americana, como o primeiro show de Ella Fitzgerald, além de apresentações de James Brown, Diana Ross, Marvin Gaye e vários outros.

A primeira passagem de Dylan no ano foi em 28 de março, na comemoração dos 70 anos do teatro. Um show foi organizado em homenagem ao prédio e contou com diversas participações, de Herbie Hancock a Willie Nelson. Bob Dylan escolheu a cover de “A Change Is Gonna Come”, de Sam Cooke – que a compôs por influência de “Blowin’ in The Wind”.

A segunda passagem, e mais inusitada, aconteceu no dia 7 de junho. Para a ocasião, foi organizado uma noite de gala com intuito de angariar fundos para a instituição Jazz At Lincoln. O valor dos ingressos variava de US$1.000 a US$2.500.

Wynton Marsalis tocou com seu septeto e, ao chamar Dylan ao palco, discursou afirmando que o Bob é o nome que instantaneamente vem à cabeça quando ele pensa no Apollo Theater. Novamente, o hino dos anos 60 é retomado para embasar o engajamento da causa negra. Marsalis argumenta utilizando alguns versos de “Blowin’ in the Wind”.

Bob Dylan sobe ao palco e acompanha Wynton Marsalis Septet em duas músicas: “It Takes a Lot to Laugh, It Takes a Train to Cry” e “Don’t Think Twice, It’s Alright”. As versões remetem a Love & Theft, mas dessa vez o jazz está muito mais puro, como se tivesse sido destilado das raízes roqueiras de Dylan.

Ouça:

Love For Levon – Tributo a Levon Helm

Semana passada, no dia 3 de outubro, aconteceu um tributo ao baterista Levon Helm, do The Band. Levon morreu no dia 19 de abril de 2012 em decorrência de uma longa batalha contra um câncer na garganta. Dylan chegou a escrever uma mensagem em seu site sobre o músico e amigo.

O concerto em homenagem, intitulado de “Love for Levon”, ocorreu no Izod Center, em New Jersey, e tem como objetivo, além de celebrar a música de Levon, angariar fundos para que a família mantenha o legado do baterista, que inclui um estúdio em um antigo celeiro.

Os diretores musicais do projeto foram Jackson Browne e Don Was. O guitarrista Browne, que emprestou seu estúdio para que Dylan gravasse Tempest, tocava com Levon Helm e com ele gravou o DVD Ramble At The Ryman. Don Was, que permaneceu no baixo durante a apresentação, foi um dos produtores do álbum Under The Red Sky.

Entre os convidados de “Love For Levon” estavam nomes de peso como:

– Roger Waters
– John Mayer
– My Morning Jacket
– Gregg Allman
– Garth Hudson (The Band)
– Warren Haynes
– Mavis Staples

Outra boa surpresa foi a participação de Jakob Dylan.

Ain’t Got No Home

Jakob trouxe o tecladista do Wallflowers, Rami Jaffee, e tocou a canção “Ain’t Got No Home”. A música é quase homônima à “I Ain’t Got No Home”, interpretada por Bob Dylan e The Band em 1968 durante um show em homenagem a Woody Guthrie.

Para chamar ao palco, Jackson Browne apresentou Jakob como “um dos caras mais legais do mundo”.

Veja a introdução e a participação de Jakob Dylan em “Love for Levon”:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Ene6gba4zF4]

Agora de outro ângulo:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=1Zce-ShAGIw]

No palco, é possível perceber algumas câmeras. Possivelmente o show se tornará um CD e um DVD.

Dylan estreia música de Tempest ao vivo

Retomando a última parte de sua turnê de 2012, Bob Dylan iniciou uma série de shows com a abertura de Mark Knopfler – assim como em 2011. Entre 5 de outubro e 21 de novembro, Dylan tocará nos EUA e Canadá e fará 34 shows.

No primeiro show dessa leva, Bob Dylan tocou em Winnipeg. A música de abertura foi “Watching the River Flow” e o restante variou conforme os últimos repertórios. Exceto por uma.

Bob Dylan estreou ao vivo uma canção de seu álbum mais recente, Tempest. A escolhida foi “Scarlet Town”.

Veja alguns trechos: