Denny Freeman interpreta Bob Dylan

Antes de entrar para a banda de Bob Dylan, Denny Freeman tocou com grandes nomes como Jimmie Vaughan (que participou do disco Under The Red Sky) e Taj Mahal (que já dividiu palco com Dylan).

Com Bob, Denny começou a tocar em março de 2005 e ficou até agosto de 2009. Neste período, além dos shows, o guitarrista participou do disco Modern Times, de 2006 e também esteve presente na regravação de “A Hard Rain’s A-Gonna Fall” para um festival em Zaragoza.

 No final de agosto de 2009, Freeman foi substituído pelo guitarrista Charlie Sexton, que já havia tocado com Dylan entre 1999 e 2002. Ao saber da mudança, Denny disse: “Bem, pelo menos é o Charlie”.

Diggin’ On Dylan

Denny Freeman lançou no meio de outubro seu terceiro disco solo. Intitulado Diggin’ On Dylan, o disco é uma reunião de músicas de Bob Dylan interpretadas apenas instrumentalmente. Freeman tocou todas as guitarras, teclados e gaita.

O álbum contem dezesseis faixas e acaba sendo um apanhado bem amplo do songbook de Dylan, passando por canções de diversas fases. É uma bela audição com ótimos arranjos – apesar de muitos lembrarem os originais.

Confira o setlist de Diggin’ On Dylan:

1- Times They Are A-Changin’
2- Tangled Up In Blue
3- Don’t Think Twice, It’s Alright
4- Masters Of War
5- Gotta Serve Somebody
6- Knockin’ On Heaven’s Door
7- My Back Pages
8- Spirit On The Water
9- Ballad Of a Thin Man
10- I’ll Be Your Baby Tonight
11- It Ain’t Me, Babe
12- Blowin’ In The Wind
13- Queen Jane Approximately
14- Señor (Tales Of Yankee Power)
15- Dignity
16- It Takes a Lot to Laugh, It Takes a Train To Cry

Veja o Lyric Video de “Duquesne Whistle”

A Sony canadense fez uma ação no Instagram e convidou as pessoas a publicarem fotos com um trecho da letra da música de abertura de Tempest, a saudosa “Duquesne Whistle”.

As fotos viraram um Lyric Video e o site MetroLyrics fez a premiere agora pouco.

Confira abaixo o resultado:

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Jazzy Dylan (ou Apollo dylanesco)

Em 2004, Bob Dylan passou duas vezes pelo lendário Apollo Theater. Localizado no Harlem, bairro novaiorquino com alta concentração de negros, o Apollo Theater ganhou fama por receber grande astros da música negra americana, como o primeiro show de Ella Fitzgerald, além de apresentações de James Brown, Diana Ross, Marvin Gaye e vários outros.

A primeira passagem de Dylan no ano foi em 28 de março, na comemoração dos 70 anos do teatro. Um show foi organizado em homenagem ao prédio e contou com diversas participações, de Herbie Hancock a Willie Nelson. Bob Dylan escolheu a cover de “A Change Is Gonna Come”, de Sam Cooke – que a compôs por influência de “Blowin’ in The Wind”.

A segunda passagem, e mais inusitada, aconteceu no dia 7 de junho. Para a ocasião, foi organizado uma noite de gala com intuito de angariar fundos para a instituição Jazz At Lincoln. O valor dos ingressos variava de US$1.000 a US$2.500.

Wynton Marsalis tocou com seu septeto e, ao chamar Dylan ao palco, discursou afirmando que o Bob é o nome que instantaneamente vem à cabeça quando ele pensa no Apollo Theater. Novamente, o hino dos anos 60 é retomado para embasar o engajamento da causa negra. Marsalis argumenta utilizando alguns versos de “Blowin’ in the Wind”.

Bob Dylan sobe ao palco e acompanha Wynton Marsalis Septet em duas músicas: “It Takes a Lot to Laugh, It Takes a Train to Cry” e “Don’t Think Twice, It’s Alright”. As versões remetem a Love & Theft, mas dessa vez o jazz está muito mais puro, como se tivesse sido destilado das raízes roqueiras de Dylan.

Ouça: