A Noite Antes do Natal

O poema “Twas The Night Before Christmas” é considerado um dos textos americano que consolidou a história do Santa Claus (nosso Papai Noel) na metade do século XIX. Sua autoria é discutida, tendo como principais personagens são Clement Clarke Moore e Henry Livinston Jr.

Bob Dylan, em seu programa de rádio em 2006, leu o poema completo.

Ouça e leia abaixo:

Twas the Night Before Christmas

‘Twas the night before Christmas, when all thro’ the house
Not a creature was stirring, not even a mouse;
The stockings were hung by the chimney with care,
In hopes that St. Nicholas soon would be there;

The children were nestled all snug in their beds,
While visions of sugar plums danc’d in their heads,
And Mama in her ‘kerchief, and I in my cap,
Had just settled our brains for a long winter’s nap

When out on the lawn there arose such a clatter,
I sprang from the bed to see what was the matter.
Away to the window I flew like a flash,
Tore open the shutters, and threw up the sash.

The moon on the breast of the new fallen snow,
Gave the luster of mid-day to objects below;
When, what to my wondering eyes should appear,
But a miniature sleigh, and eight tiny reindeer,

With a little old driver, so lively and quick,
I knew in a moment it must be St. Nick.
More rapid than eagles his coursers they came,
And he whistled, and shouted, and call’d them by name:

“Now! Dasher, now! Dancer, now! Prancer and Vixen,
“On! Comet, on! Cupid, on! Donder and Blitzen;
“To the top of the porch! To the top of the wall!
“Now dash away! Dash away! Dash away all!”

As dry leaves that before the wild hurricane fly,
When they meet with an obstacle, mount to the sky;
So up to the house-top the coursers they flew,
With the sleigh full of toys — and St. Nicholas too:

And then in a twinkling, I heard on the roof
The prancing and pawing of each little hoof.
As I drew in my head, and was turning around,
Down the chimney St. Nicholas came with a bound:

He was dress’d all in fur, from his head to his foot,
And his clothes were all tarnish’d with ashes and soot;
A bundle of toys was flung on his back,
And he look’d like a peddler just opening his pack:

His eyes — how they twinkled! His dimples: how merry,
His cheeks were like roses, his nose like a cherry;
His droll little mouth was drawn up like a bow,
And the beard of his chin was as white as the snow;

The stump of a pipe he held tight in his teeth,
And the smoke it encircled his head like a wreath.
He had a broad face, and a little round belly
That shook when he laugh’d, like a bowl full of jelly:

He was chubby and plump, a right jolly old elf,
And I laugh’d when I saw him in spite of myself;
A wink of his eye and a twist of his head
Soon gave me to know I had nothing to dread.

He spoke not a word, but went straight to his work,
And fill’d all the stockings; then turn’d with a jerk,
And laying his finger aside of his nose
And giving a nod, up the chimney he rose.

He sprung to his sleigh, to his team gave a whistle,
And away they all flew, like the down of a thistle:
But I heard him exclaim, ere he drove out of sight
Happy Christmas to all, and to all a good night.

Um feliz Natal a todos e para todo mundo uma boa noite!

Love For Levon – Tributo a Levon Helm

Semana passada, no dia 3 de outubro, aconteceu um tributo ao baterista Levon Helm, do The Band. Levon morreu no dia 19 de abril de 2012 em decorrência de uma longa batalha contra um câncer na garganta. Dylan chegou a escrever uma mensagem em seu site sobre o músico e amigo.

O concerto em homenagem, intitulado de “Love for Levon”, ocorreu no Izod Center, em New Jersey, e tem como objetivo, além de celebrar a música de Levon, angariar fundos para que a família mantenha o legado do baterista, que inclui um estúdio em um antigo celeiro.

Os diretores musicais do projeto foram Jackson Browne e Don Was. O guitarrista Browne, que emprestou seu estúdio para que Dylan gravasse Tempest, tocava com Levon Helm e com ele gravou o DVD Ramble At The Ryman. Don Was, que permaneceu no baixo durante a apresentação, foi um dos produtores do álbum Under The Red Sky.

Entre os convidados de “Love For Levon” estavam nomes de peso como:

– Roger Waters
– John Mayer
– My Morning Jacket
– Gregg Allman
– Garth Hudson (The Band)
– Warren Haynes
– Mavis Staples

Outra boa surpresa foi a participação de Jakob Dylan.

Ain’t Got No Home

Jakob trouxe o tecladista do Wallflowers, Rami Jaffee, e tocou a canção “Ain’t Got No Home”. A música é quase homônima à “I Ain’t Got No Home”, interpretada por Bob Dylan e The Band em 1968 durante um show em homenagem a Woody Guthrie.

Para chamar ao palco, Jackson Browne apresentou Jakob como “um dos caras mais legais do mundo”.

Veja a introdução e a participação de Jakob Dylan em “Love for Levon”:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Ene6gba4zF4]

Agora de outro ângulo:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=1Zce-ShAGIw]

No palco, é possível perceber algumas câmeras. Possivelmente o show se tornará um CD e um DVD.

Memorabilia dylanesca (e opções acessíveis)

Colecionadores obsessivos procuram não só objetos raros, mas peças únicas e quase sagradas. Com livros, o fetichista literato padrão busca as primeiras edições de clássicos. Colecionadores de vinis fazem a mesma coisa com as bolachas – querem as primeiras prensagens ou versões em acetato (usadas para audições de teste).

Essa busca por artefatos únicos se expande para documentos diversos. Autógrafos, cartas, dedicatórias e tudo o que é possível para caracterizar um vínculo direto com o artista.

O site Record Mecca tem como objetivo aguçar as papilas degustativas de colecionadores destemidos (e abastados) do mundo da música. Fotos, discos, autógrafos e todo o tipo de registro histórico estão à venda por valores “diferenciados”.

Abaixo, uma pequena seleção dos artigos dylanescos contidos no site:

Recorte de jornal com “comentário” de Dylan

Um pedaço do exemplar do jornal “San Francisco Chronicle”, de 2 de dezembro de 1965. No recorte, além de uma entrevista de Bob Dylan, há um autógrafo seu com um comentário “The Answer’s still blowin’ in the wind!” [A resposta ainda está soprando ao vento]. A caligrafia foi examinada pelo especialista James Blanco, que examinou mais de 100 exemplos da escrita de Dylan.

Preço: US$ 9.000,00

Ingresso e programação do histórico show do “Judas”

Neste caso, apesar de não possuir uma característica única, é um documento histórico relevante. O item contém o ingresso e a programação do show de 17 de maio de 1966. Neste dia, época do embate elétrico entre Dylan e os entusiastas do Folk, um rapaz da platéia grita “Judas” para Dylan. Além de aparecer no documentário No Direction Home e no quarto volume de Bootleg Series, Bob lembrou desta agressão verbal em sua recente entrevista à Rolling Stone.

Preço: US$ 900,00

Primeira prensagem de Blonde On Blonde em ótimo estado

O site indica que o exemplar da primeira prensagem está em perfeitas condições. O encarte contém a foto da atriz italizana Claudia Cardinale, que pediu para ter sua foto retirada das edições seguintes.

Preço: US$350,00

The Times They Are A-Changin’ autografado

Disco com o autógrafo de Bob Dylan solicitado por Michael Wehrmann, considerado um especialista em conseguir assinaturas de famosos. O álbum vem com um certificado do próprio Wehrmann, que contou que costumava pedir autógrafos a Dylan apenas uma vez ao ano. Bob, por sua vez, aceitava assinar alguns itens.

Preço: 6.000,00

Manuscrito de repertório de ensaio

Um manuscrito de Bob Dylan contendo uma seleção de músicas que ele possívelmente incluiria nos shows. Por usar diferentes canetas, o documento aparenta ter sido escrito durante um período de tempo. Além dos nomes das canções, há o tom (ou os acordes) das músicas. Pelo repertório, parece ser dos shows do começo dos anos 90, já que existem canções de Under The Red Sky. Será que ela faz parte dos ensaios da turnê de 1991 (quando Dylan fez seu maior show)?

Preço: US$6.000,00

I’ve never had much money

Se sua situação financeira – ou seu fanatismo – não contempla esse investimento, existem outras formas de ter algo menos exclusivo, mas quase tão interessante. Alguns livros possuem reproduções de vários documentos. Os mais interessantes são, obviamente, manuscrito das letras.

Eis duas opções:

The Bob Dylan Scrapbook, 1956-1966

 

Lançado pela Simon & Schuster – mesma editora que publicou Chronicles V.1 -, o Scrapbook faz parte dos lançamentos do documentário No Direction Home, de Martin Scorcese. O livro abrange desde a adolescência de Dylan até 1966, ano em que Dylan lançou Blonde On Blonde.

O que mais impressiona são as quantidades de fac-símiles, como letras, cartazes, autógrafos e até uma miniatura de Dylan (usada como publicidade). Também possui um CD com trechos de entrevistas da época. Vale a pena ir atrás.

Treasures of Bob Dylan

Com lançamento para outubro, “Treasures” segue a mesma linha, mas cobre também outras décadas da carreira de Dylan. Entre os fac-símiles, inclui poster de Hard Rain, ingresso da turnê de 1974, credencial de 1978, ingresso de um dos famosos shows no Supper Club e repertório de um dos shows de 2000. Parece bem interessante.