Dois novos “integrantes” (e dançarinos!) na 2ª fase da turnê de 2014?

Bob Dylan

Na retomada de sua turnê anual, que agora passa pela Europa, Bob Dylan manteve o repertório, mas trouxe dois novos integrantes para compor o cenário do palco: bustos!

Um deles, que fica próximo ao Donnie Herron e onde Bob Dylan deixa as gaitas, aparenta ser de Beethoven.

Beethoven?

O outro, localizado em cima do piano (onde antes ocupada o Oscar, que agora fica nos amplificadores atrás de Dylan) é de uma mulher. Ainda não há certeza de quem ela seria – alguns dizem se tratar de Atenas, a mesma que aparece na capa de Tempest. (Veja aqui uma galeria com várias fotos do show).

Quem?!?

Em sua volta, Bob Dylan parece trazer consigo a abordagem que escolheu para seu último single: um canto que briga para se manter minimamente límpido. No arranjo de “Forgetful Heart”, por exemplo, o ritmo é um pouco mais lento do que já fora e Dylan canta com uma entonação praticamente inédita.

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Dançarinos?!?

Segundo relatos do show em Cork, Irlanda, dois dançarinos subiram ao palco durante a música “High Water (For Charlie Patton)”.

Ainda não há detalhes sobre o bizarro ocorrido. Alguns disseram que se tratavam de dois homens carecas usando tutu (aquela saia de bailarina); outros suspeitavam que fossem apenas invasores (como o famoso Soy Bomb, que invadiu a apresentação de Dylan no Grammy de 1998).

 

Assim que tiver mais detalhes, atualizo aqui!

Primeiras datas da turnê 2014

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No final de 2013, o site do Bob Dylan divulgou as primeiras datas da incansável turnê anual do músico.

A primeira parte da excursão será no Japão e começará no dia 31 de março em Tóquio, seguindo até dia 23 de abril, em Osaka. Ao todo serão 14 shows em 24 dias.

Todos os shows ocorrerão nas casas de shows da Zepp – subsidiária da Sony.

Veja abaixo o mapa do Japão com os locais dos shows:

Retrospectiva 2013 (Parte 1): A turnê dylanesca

Em 2013, Bob iniciou sua turnê no dia 5 de abril em Buffalo e terminou na última quinta-feira, 28 de novembro (véspera do feriado americano de Ação de Graças), em Londres.

Ao todo fez 82 shows (seu menor número desde 1993), distribuídos em três fases:

Bob Dylan & The Dawes

Um número limitado de cartazes como este são vendidos nos shows.

Nos primeiros shows do ano, Bob Dylan fez dois convites ao palco: o primeiro foi ao guitarrista Duke Robillard, que substistuiu Charlie Sexton (que por sua vez resolveu se unir a Jakob Dylan); o segundo foi aos jovens do grupo The Dawes, que abriu os 31 shows: inicialmente foram divulgados apenas 12 apresentações, mas a turnê se extendeu para mais 11 datas, terminando no dia 5 de maio.

Ouça e veja cenas dos dois primeiros shows.

AmericanaramA

Poster que comprei como lembrança.

Depois de um hiato de 51 dias, Bob e seu bando voltaram aos palcos no dia 26 de junho com o festival AmericanaramA, que tinha como bandas de abertura My Morning Jacket e Wilco, além dos convidados esporádicos Bob Weir, Richard Thompson Electric Trio e Ryan Bingham.

Tive o prazer de testemunhar três shows do AmericanaramA e fiz resenhas para as apresentações em Atlanta, Nashville e Memphis – este último com a participação de Charlie Sexton, que alternaria o posto surpreendentemente deixado por Duke com Colin Linden até o último show do festival, 4 de agosto.

Além das mudanças no posto guitarrístico da banda de Dylan, Bob convidou em alguns shows os vocalistas do Wilco e My Morning Jacket para cantar “The Weight”, dos seus ex-colegas The Band.

Leia: um balanço do AmericanaramA

Turnê européia

Royal Albert Hall

A partir do dia 10 de outubro, Bob Dylan iniciou sua excursão européia. Como novidade, um intervalo de 10 a 15 minutos no meio da apresentação e a inclusão de mais músicas do recente Tempest. O repertório esteve basicamente intacto entre os shows – com grande exceção nas duas apresentações em Roma, quando uma revolução no setlist ocorreu e Bob Dylan tocou diversas canções até então inéditas no ano.

Charlie Sexton reconquistou seu posto de guitarrista e tocou em todos os shows no Velho Continente.

Entre os destaques, está a volta de Bob Dylan ao Royal Albert Hall, mesmo local que, em 1966, foi hostilizado e chamado de Judas por optar pelo som elétrico e empunhar uma guitarra. No final do último show, inacreditavelmente, Bob Dylan se aproximou do público e comprimentou alguns felizardos:

Acervo completo

Optei por um panorama bem sucinto da turnê deste ano, mas quem quiser saber quase todos os detalhes dos shows que Dylan fez este ano, sugiro o blog “Bob-No-Live 2013”, aparentemente japonês. Nele, fotos, áudios e vídeos de quase todas as apresentações de 2013.

Abaixo, algumas fotos da turnê (todas tiradas do blog citado acima e a maioria de autoria do talentoso Paolo Brillo)