149 discos são encontrados em ex-estúdio de Bob Dylan

Jeff Gold, dono do RecordMecca, site especializado em compra e venda de itens raros colecionáveis e memorabília da música, informou na segunda (30/06) que encontrou nada mais que 149 acetatos de Bob Dylan que pertenceram ao músico.

Duas caixas contendo os registros sonoros foram encontradas em um imóvel localizado na 124 W. Houston St., New York, que Dylan usou como estúdio de ensaio no final dos anos 60 (quando resolveu sair de Woodstock e retornar a Greenwich Village). Os discos de acetatos possuem versões dos álbuns Nashville Skyline, Self Portrait e New Morning.

No texto, Jeff conta que vôou de Los Angeles até New York para falar com o dono do imóvel. Depois de oferecer o dobro do valor que pensara, ele comprou o lote completo.

O que são acetatos?

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Como explica o próprio Jeff, os Acetatos são discos produzidos em um torno a partir da execução das fitas. Sua função principal é permitir ao artista ou produtor ter acesso a audição fora do estúdio de sua obra inacabada. Assim, é possível ouvir com calma para discutir detalhes ou mostrar para outras pessoas.

Por conta da sua forma de produção, um acetato perde sua qualidade rapidamente – após cerca de 20 ou 30 audições. Mas, por serem a primeira geração de um disco, seu som, quando preservado, é inacreditávelmente bom. E era esse o caso.

Nashville Skyline foi gravado em Nashville; Self Portrait foi gravado tanto em Nashville (sem a presença de Dylan) quanto em New York; e New Morning foi gravado quase que completamente em New York.

Meticulosa atenção

Esses acetatos são prova do investimento de Bob Dylan fez aos três discos, derrubando a ideia, por exemplo, que Self Portrait foi feito para ser odiado pelos fãs dylanescos – fato que também não se sustenta com o recém-lançado Another Self Portrait.

Nos envelopes desses discos, é possível observar diversas anotações de Dylan junto dos escritos de Bob Johnston, produtos dos álbums: desde sugestões de mixagem até mudanças na ordem e inclusões de canções.

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Acima, o pedido de Dylan para inclusão de “Blue Moon”. Abaixo, uma sobra de estúdio da canção originalmente cantada por Elvis Presley:

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Obras inéditas

Além de diversas variações dos discos – com ou sem overdubs e takes diferentes do escolhido no final -, Jeff afirma que possui algumas músicas inéditas. É o caso de versões elétricas das canções de Johnny Cash “Ring of Fire” e “Folsom Prison Blues”, gravadas durante as sessões de Sel Portrait, e uma versão gospel de “Tomorrow Is a Long Time”, gravadas durante o registro de New Morning.

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Jeff digitalizou os principais discos e compartilhou com o escritório de Bob Dylan. Colocou alguns itens a venda (com valores BEM salgados), mas disse que irá manter debaixo dos braços a maioria da coleção.

Manuscrito de “Like a Rolling Stone” é leiloado e bate recorde

Like A Rolling Stone

Um rascunho de “Like a Rolling Stone” foi leiloado hoje pela Sotheby’s e bateu recorde de valor. As quatro páginas do hotel Roger Smith, de Washington, DC, rabiscadas por Bob Dylan foram vendidas a surpreendentes US$2,045 milhões (mais de R$4,550 milhões).

A quantia superou o último recorde de um manuscrito de música pop leiloado: a letra de “A Day In the Life”, de John Lennon, vendida por “apenas” US$ 1,2 milhões (cerca de R$2,67 milhões) em 2010.

Além do rascunho da letra final, o documento contém rabiscos, devaneios e letras não utilizadas (como “dry vermouth/You’ll tell the truth”, “it feels real”, “does it feel real”, “get down and kneel”, “raw deal” e “shut up and deal”)

No mesmo leilão, a letra de “A Hard Rain’s A-Gonna Fall” também foi vendida – US$485 mil (cerca de R$1,08 milhões).

Bob Dylan na Encruzilhada

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Muitos devem se perguntar: por que um manuscrito foi vendido por tanto dinheiro? A questão é tão simples quanto se questionar sobre os leilões de quadros. “Like a Rolling Stone” vai além da carreira e conjunto da obra de Dylan. A canção, lançada no disco Highway 61 Revisited, foi um marco quando lançada, em dia 15 de junho de 1965, por vários motivos.

Bob Dylan disse que escreveu “um vômito, que parecia ter 20 páginas”; Bruce Springsteen já declarou que o início da música soou como uma porta arrombada por um ponta-pé; A revista Rolling Stone (cujo próprio nome é uma possível referência) colocou a canção em primeiro lugar entre as 500 músicas mais importantes da história.

E Greil Marcus, especialista em Bob Dylan, escreveu em 2005 o livro “Like a Rolling Stone – Bob Dylan na Encruzilhada” apenas sobre a música, suas referências e influências.

Dois novos “integrantes” (e dançarinos!) na 2ª fase da turnê de 2014?

Bob Dylan

Na retomada de sua turnê anual, que agora passa pela Europa, Bob Dylan manteve o repertório, mas trouxe dois novos integrantes para compor o cenário do palco: bustos!

Um deles, que fica próximo ao Donnie Herron e onde Bob Dylan deixa as gaitas, aparenta ser de Beethoven.

Beethoven?

O outro, localizado em cima do piano (onde antes ocupada o Oscar, que agora fica nos amplificadores atrás de Dylan) é de uma mulher. Ainda não há certeza de quem ela seria – alguns dizem se tratar de Atenas, a mesma que aparece na capa de Tempest. (Veja aqui uma galeria com várias fotos do show).

Quem?!?

Em sua volta, Bob Dylan parece trazer consigo a abordagem que escolheu para seu último single: um canto que briga para se manter minimamente límpido. No arranjo de “Forgetful Heart”, por exemplo, o ritmo é um pouco mais lento do que já fora e Dylan canta com uma entonação praticamente inédita.

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Dançarinos?!?

Segundo relatos do show em Cork, Irlanda, dois dançarinos subiram ao palco durante a música “High Water (For Charlie Patton)”.

Ainda não há detalhes sobre o bizarro ocorrido. Alguns disseram que se tratavam de dois homens carecas usando tutu (aquela saia de bailarina); outros suspeitavam que fossem apenas invasores (como o famoso Soy Bomb, que invadiu a apresentação de Dylan no Grammy de 1998).

 

Assim que tiver mais detalhes, atualizo aqui!