[Retrospectiva 2011] – How many a year has passed and gone

2011 foi um ano de vários acontecimentos para Bob Dylan. Na estrada, fez 88 shows, se apresentando em Israel e pela primeira vez na China. Em alguns shows, teve como abertura músicos como Leon Russell e Mark Knopfler.

Na TV, dividiu o palco do Grammy com The Avett Brothers e Mumford & Sons. Também na televisão, foi trilha sonora de uma bela propaganda do Johnnie Walker. Não participou, mas teve sua música até no American Idol.

Este ano também foi um marco de comemorações e números redondos. Em maio, fez 70 primaveras de vida; em setembro, 50 anos da publicação da resenha de Robert Shelton sobre Dylan, que resultou na contratação imediata para a Columbia pelo lendário produtor John Hammond.

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Como era de se esperar, a indústria do entretenimento aproveitou o septuagésimo aniversário de Bob para diversos lançamentos. O mercado editorial brasileiro viu traduções da biografia No Direction Home, escrita por Shelton, e do guia da série Rough Guides. Em fonogramas, lançamento de coletâneas (como Pure Dylan) e tributos (como o Chimes of Freedom). E Dylan também reservou um tempo para homenagear Hank Williams, um de seus maiores ídolos.

Mas 2011 não foi só de alegrias. Uma das musas mais famosas, Suze Rotolo, faleceu em fevereiro; Steve Jobs, fã assumido de Dylan, morreu em outubro. E suas pinturas, expostas em um museu de New York, foram alvo de críticas sobre sua autoria.

Durante o ano, Bob foi comparado com Kanye West em um infográfico, com Jay-Z pelo próprio neto e virou até brincadeira em paródia de canção teen.

E para 2012, o que podemos aguardar?

The Ventures of Zimmerman (Bob Dylan em Quadrinhos)

A revista National Lampoon foi uma publicação dos anos 70 que nasceu a partir de outra revista, a Harvard Lampoon. Seu conteúdo era de humor e havia desde pequenos textos, imagens e desenhos, até histórias em quadrinhos.

Durante minhas procrastinações no Tumblr, encontrei imagens de uma revista em que Bob Dylan era a inspiração para o protagonista. The Ventures of Zimmerman foi publicada na edição de outubro de 1972. No site em que eu encontrei as imagens em tamanho maior, há um comentário interessante: como no início dos anos 70 já existia a nostalgia em relação aos anos 60 – a chamada na edição era “Lembra-se daqueles anos 60 fabulosos?”.

Abaixo, a capa e o link para as oito páginas das HQ.

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Bob Dylan – 70 anos

Com a proximidade do seu aniversário de 70 anos, a importância de Bob Dylan pode ser medida pela divulgação e homenagens na mídia e em produtos culturais.

Veja abaixo algumas delas:

The Guardian – Podcast especial com a cantora Emmy The Great, John Harris e Stephen Moss que escolhem suas canções dylanescas favoritas. Há também uma entrevista com James McGrath e um trecho do audiobook Bob Dylan Encyclopedya, de Michael Gray.

Rolling Stone – A última edição da versão americana da revista (edição nº1131) tem Dylan na capa e uma lista com suas 70 melhores canções. Além da relação de músicas, há pequenos relatos de artistas como Bono Vox e Keith Richards sobre suas canções preferidas. A RS disponibilizou parte deste o especial em seu site.

The Independent – O site divulgou 70 razões argumentando porquê Bob Dylan é a figura mais importante da história da cultura pop. Apenas isso. Entre os argumentos: porque ele compôs Blowin’ in the wind (#1); por causa de sua resposta ao grito “Judas” – além de dizer que ele não acreditava no agitador, ele pede que o The Hawks toquem alto pra caralho (“Play fuckin’ loud!”) (#35).

Uncut – Além de ter quatro opções de capa – com fotos de diferentes fases de Dylan, a edição de junho (#169) apresenta uma entrevista nunca publicada que o jornalista Robert Shelton fez com Bob em 1965. O CD que acompanha a revista traz versões de músicas dylanescas e canções com a temática de aniversário, compiladas de uma forma parecida com o programa de rádio temático que Bob apresenta.

No Direction Home – as editoras estrangeiras estão apostando no aniversário redondo de Dylan para relançar biografias e livros importantes relacionados ao cantor. Entre os diversos lançamentos, talvez o mais importante seja No Direction Home, de Robert Shelton. Segundo a revista Isis, a edição atual aparenta ser uma “versão do diretor”, já que conta com mais materiais originais do jornalista. A Larousse lançou a versão traduzida no Brasil (em breve, faço uma resenha).